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Resiliência Cibernética na Indústria 4.0

Resiliência Cibernética

A Indústria 4.0 é a nova onda tecnológica que está intrigando executivos e pesquisadores buscando compreensão da sua abordagem e os riscos que estão associados com sua chegada. Para enfrentar possíveis problemas originados nos sistemas cibernéticos atuais é necessário resiliência. A resiliência cibernética advém da robustez que as organizacionais contemporâneas possuem para resistir as ocorrências de problemas advindos da evolução por meio de novas tecnologias.

Tudo começou com primeira revolução industrial nas confecções têxteis da Grã-Bretanha, proporcionando um avanço tecnológico em que os sistemas produtivos passam a atuar com perspectivas globais. A produção em massa configura a segunda revolução industrial. No início do século 20, Henry Ford monta fabricas com linha de montagem em movimento. Com o avanço das tecnologias digitais, inicia-se a terceira revolução industrial. Neste contexto, softwares com algoritmos mais complexos e robôs com mais funcionalidades passam a operar nas indústrias. Aumenta o uso da impressora 3D e novos serviços são oferecidos na internet.

Internet of Things (IoT)

A Indústria 4.0 apresenta-se como um avanço nas definições que configuram os sistemas produtivos, direcionando a obtenção de resultados por meio de tecnologias como Internet of Things (IoT) ou Internet das Coisas e a Inteligência Artificial. A manufatura digital englobando estas tecnologias podem proporcionar o alcance das metas organizacionais em função da estratégia empresarial. O novo ambiente empresarial da 4º Revolução Industrial, é, em sua grande maioria, terreno fértil para o surgimento dos sistemas físico-cibernético. Tais sistemas utilizam inovações tecnológicas para aproveitar as capacidades computacionais, integrando os recursos físicos presentes nos ativos empresariais na interação com seres humanos. Estas interações possuem a característica potencial de utilizar diversos meios sensoriais para comunicar com as pessoas.

A Internet das Coisas proporciona uma possível evolução tecnológica, influenciando o desenvolvimento em diversos setores da Economia Industrial. Em especial, o segmento da Microeletrônica tem direcionado esforços para aumentar a capacidade de comunicação e interação, por meio do sensoriamento, entre homem-com-máquina e máquina-com-máquina. Uma possível abordagem faz-se pela conexão dos objetos na Internet, aumentando sua capacidade computacional e de comunicação com as pessoas e com os outros objetos ou máquinas conectadas a esta rede. Trata-se de uma combinação entre tecnologias complementares, integrando objetos no ambiente físico por meio de redes de computadores.

A Internet das Coisas alterou o conceito de redes de computadores, possibilitando uma evolução do conceito para rede global em que os objetos (coisas) podem se comunicar uns com os outros. As coisas estabelecem a comunicação com as outras coisas, determinando o conceito de rede para a Internet das Coisas.

O problema acontece quando os riscos cibernéticos afloram, na mesma medida em que são criadas aplicações para a Internet das Coisas. Muito provavelmente estamos diante de um novo processo evolutivo em que a ubiquidade computacional será cada vez maior e que está longe de terminar. Contudo, estes sistemas cibernéticos podem gerar informações com base em dados imperfeitos ou que sofreram mutação, necessitando reparados para serem aplicados na geração de informação futura. Assim, as organizações devem ser resilientes as ocorrências de eventos originadas nos sistemas complexos definidos na adoção da Internet das Coisas. Neste ambiente digital configurado pela integração da computação e tecnologias físicas associadas, a resiliência cibernética será fator chave para a vantagem competitiva das empresas por meio do bom desempenho dos seus sistemas produtivos.

Sistemas Produtivos na Era Digital

Os sistemas produtivos nesta perspectiva digital busca alcançar o fortalecimento das ações estratégicas voltadas para adoção de novas tecnologias e integração com os processos gerenciais dentro das organizações. O consumo dos produtos influencia o processo de produção nas empresas contemporâneas, percorrendo um caminho de transformação disruptiva. Os sistemas produtivos na era ciberfísica, associado as inovações adotadas pela Indústria 4.0, determinam que as organizações passem a adotar, imediatamente, iniciativas de Internet das Coisas nas suas linhas de produção e produtos.

Não é mais um tema de filme de ficção, as máquinas, hoje em dia, já comportam sistemas que possibilitam a troca de informação entre elas e com funcionários da manutenção ou pessoas consumidoras finais. O Asset Intelligence Network (AIN) torna-se uma plataforma que apoia o melhor desempenho dos recursos presentes no chão de fábrica dos sistemas produtivos industrias, elevando a capacidade produtiva por meio de uma manutenção de equipamentos que se comunica em rede. Trata-se de uma espécie de cooperativa entre proprietários de maquinas e fornecedores destes ativos, criando um ambiente de comunicação ciberfísico. Peças e equipamentos em manutenção incorporam informações específicas que auxiliam no seu controle para alcançar um desempenho quando da sua utilização. Neste contexto, a melhoria na capacidade e desempenho das máquinas torna-se uma questão de adequação dos processos passando por uma comunicação online. Evitando trade-offs.

Resiliência Cibernética

Os estudos tradicionais apontam a capacidade produtiva como direcionadora de vários processos organizacionais. Adequar os sistemas produtivos com rapidez é, talvez, o mais relevante fator crítico de sucesso para as organizações e, até mesmo, países inteiros num futuro próximo. Nesta ótica, e, no contexto da resiliência cibernética, o ambiente produtivo que não sofre com variações de problemas ocorridos devido a adoção destas novas tecnologias digitais pode proporcionar ganhos de escala para organizações e, como já mencionado, países.

Assim, os sistemas produtivos na era digital necessitam de planejamento para utilizar com parcimônia as novas tecnologias digitais, permitindo o desenvolvimento de novos produtos e respondendo as variações de demandas. A adequação em tempo real da produção para atender a cadeia de valor deve vir em conjunto com o planejamento da resiliência em relação a estas tecnologias digitais. A Indústria 4.0 está causando diversas mudanças no ambiente empresarial e vai continuar influenciando as estratégias organizacionais nos próximos anos. Um impacto não muito recente está na cadeia de valor e na relação entre as organizações que a compõem. Com o avanço das mídias sociais, a cadeia de valor pode adotar os mesmos conceitos destas redes. Assim, por meio de uma plataforma digital distribuída, as empresas que compõem a cadeia de valor podem interagir para trocar conhecimento sobre o portfólio de produtos, compartilhando ideias, comentários, avaliações e suas primeiras impressões sobre um determinado produto em desenvolvimento ou acabado.

Neste ambiente empresarial cada vez mais digital, aberturas cibernéticas sempre ocorrem, sendo uma realidade que deve ser levada em conta. Hackers e usuários mal-intencionados podem destruir o negócio das empresas em questão de segundos. No entanto, com a resiliência, as organizações podem responder com agilidade aos ataques cibernéticos. Desta forma, apesar dos ataques prejudicarem a produtividade, as empresas precisam responder, progredindo na evolução das melhorias no seu sistema produtivo cibernético. Isto inclui não ser afetada por intrusos que degeneram seus processos de comercialização e prestação de serviço. Nesta ótica, percebe-se a importância da gestão de riscos cibernéticos no ambiente da Indústria 4.0, em especial, os relacionados com a Internet das Coisas.

Em suma, novas tecnologias vinculadas a Indústria 4.0, possibilitando expansão e interação com o mundo real por meio da computação, comunicação e controle estão entre os principais construtos que precisam ser analisados e compreendidos por pesquisadores e empresários. Faz-se necessário construir uma estratégia de resiliência cibernética com ações deliberativas. Assim, a diretória das empresas precisa enfatizar interesse na fiscalização de medidas de contenção que foram determinadas nas metas de gerenciamento de riscos cibernéticos. A comunicação entre os setores deve ter boa qualidade, englobando os stakeholders necessários para a segurança cibernética, apoiando o fortalecimento da resiliência em casos de ataques aos sistemas computacionais. Especial atenção deve ser fornecida ao compartilhamento de informações críticas para a empresa em servidores de fornecedores ou de parceiros da cadeia de valor. Todos os funcionários devem estar comprometidos com as iniciativas de defesa, isto fortalece a resiliência cibernética.

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3 Categorias Analíticas que vão lhe ajudar com Scrum

Controle de Processos Empíricos Scrum

Um princípio fundamental no método ágil Scrum é o Controle Empírico do Processo. No Scrum, as decisões são tomadas com base na observação e experimentação, em vez de planejamento.

Este monitoramento baseada em experiência real ou em experimentos científicos e não em somente em teoria para gestão de processos, depende de três grupos: transparência, inspeção e adaptação.

O Scrum prescreve a tomada de decisões baseada em observação e experimentação ao invés de um planejamento prévio e detalhado.

A transparência permite que todas as facetas de qualquer processo Scrum sejam observadas por qualquer pessoa. Isso promove transparência de informação em toda a organização e cria uma cultura de trabalho aberta.

O Scrumboard é uma ferramenta eficaz para mostrar a evolução do trabalho e atividades em progresso. Veja guia SBok da SCRUMStudyTM (2013), uma marca da VMEdu Inc.

O painel Kanban é outro bom exemplo de como é possui ter visibilidade do processo envolvendo atividades da equipe.

Sprint Burndown Chart.

Outra forma de compartilhar informações para a equipe é o Sprint Burndown Chart.

Assim, estas ferramentas visuais de informações apoiam a transparência nos projetos utilizando Scrum, levando a um ambiente de trabalho aberto.

No Scrum, em síntese, a transparência é representada através de:

  • Uma declaração de visão do projeto que pode ser visualizada por todas os Stakeholders e pela equipe (Scrum Team);

  • Um backlog de produto priorizado é aberto e contém as histórias de usuários, podendo ser visualizadas por todos, tanto dentro como fora da equipe;

  • Um cronograma de planejamento de liberação que pode ser coordenado entre várias equipes Scrum;

  • Visibilidade clara sobre o progresso da equipe através do uso do Scrumboard, Burndown Chart e outras formas de fornecer informações;

  • As reuniões diárias (Daily Standup Meetings) no qual os membros da equipe relatam o que fizeram no dia anterior, o que pretendem fazer hoje e problemas que os impedem de concluir as suas tarefas atuais no Sprint.

  • Reuniões de revisão do Sprint realizadas durante o processo para demonstre e validar o Sprint. Nesta oportunidade, a equipe demonstra os produtos do Sprint para o Product Owner e Stakeholders.

A inspeção no Scrum pode ser obtida por meio do uso do Scrumboard e utilizam de técnicas de compartilhamento de informação que mostram o progresso da equipe Scrum ao completar as tarefas no Sprint atual.

Outra forma de obter inspeção para um projeto utilizando o Scrum e a coleta de lições aprendidas através de feedback do cliente e outros Stakeholders (partes interessadas) durante os processos para desenvolver os épicos (Develop Epics).

A criação do backlog de produtos priorizados e condução de processos de liberação são outros exemplos que apoiam esta categoria analítica.

Em suma, pode-se fazer inspeção e aprovação das entregas (Deliverables) pelo Product Owner e pelo cliente no processo de demonstração e validação do Sprint (Demonstre and Validate Sprint).

A adaptação acontece à medida que a equipe principal do Scrum e as partes interessadas aprendem através da transparência e da inspeção, adaptando-se ao trabalho constante de fazer melhorias.

Nas reuniões de apresentações diárias, os membros da equipe Scrum discutem abertamente impedimentos para completar suas tarefas e buscam ajuda de outros.

Os mais experientes orientam aqueles com menos conhecimento do projeto ou tecnologia.

A identificação do risco é realizada e a comunicação ocorre ao longo do projeto.

Os riscos identificados tornam-se insumos para vários processos do Scrum, incluindo criar o backlog de produtos priorizados, listagem de produtos priorizada (Groom Prioritized Product Backlog) e demonstrar e validar o Sprint.

As melhorias podem resultar em pedidos de mudança (Change Requests), os quais são discutidos e aprovados durante os processos de desenvolvimento de épicos e criação backlog e processos de produto priorizado.

O Scrum Guidance Body interage com os membros da equipe Scrum durante a criação das estórias de usuários (Create User Stories).

Na reunião de retrospectiva do projeto, os participantes documentam as lições aprendidas e realizam revisões, procurando oportunidades para melhorar os processos e solucionar as ineficiências.

Neste contexto, observa-se a relevância de tomar decisões com base na objetividade por meio da observação e experimentação.

Referência:

SCRUMSTUDY. A Guide to the SCRUM Body of Knowledge (SBOK GUIDE). Phoenix: VMEdu Inc., 2013.

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